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segunda-feira, 30 de abril de 2012

MUDE O PISO


Mude o piso


Além de ajudar a evitar lesões, a variação dos tipos de terreno na hora da corrida pode aumentar a qualidade e a intensidade de seus treinos

Foto: Divulgação/ Nike
Por Renan Santiago

Um bom treino de corrida está associado a uma série de fatores: preparação do corpo e da mente, alongamento, postura correta para um melhor desempenho, o calçado ideal para a absorção do impacto das passadas, a respiração, entre outros. Não muito pautado, mas de suma importância na vida de um corredor, é o tipo de piso onde será feita a prática da corrida. Há estudos que indicam uma forte ligação entre lesões, desempenho e peformance com as superfícies onde são realizadas as atividades esportivas.

Vitor Tessuti, que é Mestre em Ciências da Reabilitação pela Faculdade de Medicina da USP e Bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física dessa mesma universidade, desenvolveu, em 2010, um artigo que estuda a pressão sofrida pelos pés durante a corrida em diferentes tipos de pisos. O estudo aponta que as lesões são causadas por uma união de fatores, como desvios de postura, experiência prévia na prática do esporte, modelo do tênis, entre outros, porém todos relacionados com a superfície em que é realizado o treino. O especialista interpreta, ainda, um outro estudo realizado no exterior pela Universidade da Califórnia em que foi feita uma análise acerca do impacto: "Certamente os pisos mais rígidos apresentam maior pressão plantar. A grama, por exemplo, atenua em até 16% a pressão que o pé sofre durante a corrida, comparada ao asfalto. A diferença é de pouco mais de 100 Newtons, mas imagine isso em cada passo. Imagine o efeito cumulativo dessa diferença em termos de solicitação articular e até mesmo óssea, ao longo do treino, da semana e do mês. Correr sempre numa superfície rígida, pode ser um dos diversos motivos geradores de lesões", analisa Tessuti.

Em contrapartida, correr em solos duros também pode trazer benefícios, desde que haja uma programação estratégica do treino, como relata o professor: "Quando se pensa em performance, os mais rígidos são os melhores, já que a dissipação de energia para o piso é menor e, além disso, pode-se aproveitar com mais propriedade as capacidades elásticas do músculo para otimizar a passada", explica.

A importância da variação
O ideal é que o atleta tenha uma tabela semanal de treinos específicos com variações entre cada tipo de superfície. Para Ronaldo Martinelli, diretor técnico e treinador da assessoria 5 Ways Sports Consulting, a alternância entre os tipos de solo só traz benefícios e está atrelada ao objetivo pessoal de cada corredor. O professor destaca a possibilidade de fortalecimento das articulações dos joelhos e tornozelos em pisos instáveis, a absorção de impacto em terrenos macios, o aumento da intensidade do treino em solos como a areia e terra, além do elemento motivacional. 

Dependendo de qual for o objetivo do atleta, um treino semanal que tenha mesclados cada um desses elementos ajudará o corredor a atingir os resultados esperados. Lembrando que essa alternância dever ser programada especificamente de acordo com a necessidade de cada pessoa e sempre com a orientação de um profissional. “A utilização aleatória dos pisos pode não trazer o efeito desejado”, alerta Tessutti.

Veja abaixo as vantagens e desvantagens de cada tipo de superfície.

Asfalto:
Vantagens: Indicado para trabalhos de velocidade. Proporciona estabilidade e segurança.
Desvantagens: Tem impacto maior nas passadas e baixa propriocepção - capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo. Deixa as articulações mais expostas a lesões.

Esteira:
Vantagens: É um piso estável que proporciona um maior amortecimento de impacto.
Desvantagens: Apresenta pouca variação de movimento. Isso pode deixar as principais articulações menos preparadas a situações comuns de treinos e provas.

Areia:
Vantagens: Aumenta a intensidade do treino e proporciona grande estabilização.
Desvantagens: Para os que não estiverem adptados, lesões podem ocorrer com mais facilidade devido à grande intensidade do exercício.

Terra batida:
Vantagens: Proporciona boa variação de treino, aumentando a intensidade e qualidade, com maior absorção de impacto.
Desvantagens: Pode dificultar trabalhos de velocidade e proporcionar alguma instabilidade, deixando as principais articulações expostas a lesões, principalmente torções.

Cimento:
Vantagens: Piso altamente estável. Bom para treinos de velocidade.
Desvantagens: É o piso que proporciona maior impacto ao corpo. Pode estar mais está associado a lesões que os outros tipos de terreno.

Grama:
Vantagens: Tem grande absorção de impacto e um bom trabalho proprioceptivo.
Desvantagens: Não indicado para treinos de velocidade. A atenção deve ser redobrada por conta de buracos e instabilidades da superfície.


MATÉRIA  DO SITE DA REVISTA O2

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Atividade física x Carboidratos

Atividade física x Carboidratos


Essenciais para uma dieta equilibrada, os carboidratos não podem faltar também nas refeições dos corredores. Saiba quando ingeri-los e quais são as melhores opções


* Por Renata Rodrigues de Oliveira

Muito se fala hoje da importância das proteínas para os praticantes de atividade física. Acontece que a grande maioria das pessoas que começa a se exercitar tendo como objetivo principal a redução do peso acaba esquecendo dos carboidratos - nutrientes fundamentais na busca pelo sonhado corpo ideal.

Quando praticamos atividade física, nosso maior combustível é a glicose, normalmente encontrada nos carboidratos, como: massas, pães, cereais, biscoitos, arroz. Se não comermos carboidratos de forma suficiente e adequada, corremos o risco de começar a usar proteína como fonte de energia, o que não é nem um pouco interessante para quem precisa perder peso ou ganhar massa muscular.

Infelizmente, os carboidratos se tornaram vilões na luta contra a obesidade e dessa forma acabaram sendo gradativamente eliminados de uma dieta saudável. Porém, o que muitos não sabem é que existem grandes diferenças entre os tipos de carboidratos. Saber disso é fundamental para que se consiga atingir as metas estabelecidas.

Então vamos a algumas dicas importantes....

Antes do exercício físico é recomendada a ingestão de carboidratos de baixo índice glicêmico. Um exemplo são os cereais integrais. Recomendamos esse tipo de carboidrato por ele ser capaz de favorecer a permanência no exercício por um tempo maior, além de melhorar a digestão e liberar a glicose lentamente na corrente sanguínea. Outras opções são: espaguete, ravioli, maçã, pera e pães e biscoitos integrais

Durante o exercício só é recomendada a ingestão de carboidratos se a atividade for superior a 90 minutos de duração ou então atingir intensidade superior a 70% do VO2 máximo. Nesse caso, uma das alternativas é o consumo de bebidas energéticas ou carboidratos em gel (maltodextrina).

Após o exercício a refeição deve conter carboidratos de alto índice glicêmico (bolos, biscoitos, mel, pão branco etc) para se repor os estoques rapidamente. Porém, nos casos em que o objetivo é a perda de peso, recomenda-se ingerir novamente carboidratos de baixo índice glicêmico, pois se a insulina for estimulada constantemente, pode favorecer a lipogênese (formação de gordura).

Lembre-se que praticar atividade física é essencial para a saúde. O acompanhamento desse processo por profissionais especializados acelera o aparecimento e a manutenção dos resultados alcançados. Mexa-se!

* Renata Rodrigues de Oliveira é nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Fisiologia do Exercício Avançada. Trabalha no Instituto Mineiro de Endocrinologia. Para mais informações, acesse: www.pesosaudavel.com.br.



MATÉRIA DO SITE DA REVISTA O2

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lesões na corrida

Lesões na corrida


Pesquisa revela os problemas que mais atingem corredores amadores


Por Evaldo Bósio Filho

A corrida de rua é uma modalidade esportiva caracterizada por exigências repetitivas do aparelho locomotor (ossos, músculos, tendões e ligamentos). Com o aumento no número de praticantes nos últimos anos, cresceu também o número de lesões - especialmente entre os atletas de fim de semana. A estimativa é que ao menos 200 mil pessoas corram pelos parques e ruas de São Paulo aos sábados e domingos.

Pesquisa
O aumento da pratica esportiva levou as pessoas a terem novas lesões, as chamadas lesões esportivas. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Nacional de Fisioterapia e coordenada por mim identificou as lesões mais comuns que atingem os corredores e a direcionou para atletas, assessorias e treinadores com a intenção de prevenir lesões, evitando assim que as pessoas fiquem afastados do ciclo de treinos e corridas, prejudicando a prática esportiva.

Um total de 250 atletas que participaram da Meia-maratona Internacional de São Paulo de 2011 foi avaliado. Participaram dessa pesquisa pessoas com idade entre 18 e 60 anos. Dos corredores avaliados, 28 foram excluídos, respeitando o critério de exclusão (praticantes de outros esportes). Permanecendo na pesquisa 232 atletas: sendo 160 (68,97) homens e 72 (31,03%) mulheres. Os dados foram coletados através de questionário epidemiológico, exames de imagem e avaliação clínica dos pacientes.

Dos 232 avaliados, 52 (22,41%) apresentaram tendinopatia de calcâneo (Tendinite de Aquiles) como o principal lesão, seguido por fasceíte plantar: 40 (17,24%), tendinopatia patelar: 36 (15,52%), canelite: 29 (12,5%), fratura por estresse 25: (10,78%), lesão muscular: 19 (8,19%), condropatia patelar: 12 (5,17%), entorse de tornozelo: sete (3,02%) e síndrome do impacto acetabular: três (1,29%). Apenas nove (3,88%) atletas não relataram lesões provenientes da corrida. A dor esteve presente em 183 (78,88%) atletas, sendo a principal queixa durante a prática esportiva.

A tendinite
Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização (recebem pouco aporte sanguíneo), e têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do corpo. As tendinites podem ser denominadas como a inflamação de algum tendão.

Diversas são as causas que podem gerar um processo inflamatório sobre o tendão. Entre os corredores, podemos citar: falta de alongamento e flexibilidade de algum grupo muscular, déficit de força muscular, falta de aquecimento antes de atividades esportivas, excesso de movimentos repetitivos, sobrecarga dos treinamentos e calçado inadequado.

Elas se manifestam através de dores localizadas próximo às articulações. Geralmente são dores difusas, que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas.

Tendinite de Aquiles, o principal acometimento apontado na pesquisa, é a lesão inflamatória que acomete o tendão dos músculos da panturrilha (Tríceps Sural). As dores se localizam na região posterior do calcanhar. O tratamento fisioterapêutico tem início cerca de três a sete dias após o diagnóstico médico. O tratamento inicial será de analgesia e controle da inflamação. Após a resolução da dor e do processo inflamatório, começa a segunda etapa do tratamento, que visa o reequilíbrio muscular (alongamentos e fortalecimentos).

Na última etapa, o objetivo é corrigir possíveis alterações posturais e passar orientações sobre calçados mais adequados, caso seja necessário. Nessa fase também inicia-se um treino leve do gesto esportivo e, após alguns testes funcionais, ocorre a liberação para treinos e pratica esportiva.

Atenção
Vale um alerta: As tendinites tratadas de forma incorreta ou não tratadas podem gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de total degeneração do tendão e que pode levar à ruptura do mesmo. Nos casos em que ocorre a ruptura do tendão, o tratamento passa a ser cirúrgico e o atleta geralmente fica afastado por alguns meses da prática esportiva para tratamento e recuperação. Dependendo da gravidade da degeneração, o atleta pode ser afastado definitivamente do esporte.

Sugiro que atletas, assessorias e treinadores tenham mais atenção aos sinais de dores, que muitas vezes são banalizados, e passem a incluir treinos preventivos realizados por fisioterapeutas junto às planilhas de treinamentos. Previna-se de lesões e pratique a corrida de forma saudável!

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Dr. Evaldo D. Bosio Filho - Crefito 3/102.898F
Especialista em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Santa Casa de São Paulo.
Especialista em Fisioterapia Esportiva pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva.
Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – SONAFE.
Membro da Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global – SBRPG.
Coordenador Científico da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva.
Coordenador de Fisioterapia Esportiva da Prime Sports - Prime Fisioterapia Especializada.
Site: www.primefisioterapia.com.br



MATÉRIA DO SITE DA REVISTA O2

quinta-feira, 29 de março de 2012

Testosterona em mulheres

Testosterona em mulheres


Saiba quais são os benefícios e os malefícios da aplicação do hormônio masculino no organismo feminino


Por Renan Santiago

Qualquer atleta de alto rendimento vive uma busca incessante por uma maior performance. Alguns desses esportistas, tentados pela expectativa de resultados rápidos, recorrem ao uso de substâncias proibidas para alcançar seus objetivos.

Recentemente, a velocista britânica Bernice Wilson foi punida pela UK Anti-Doping, entidade que regulamenta o doping no Reino Unido, com quatro anos de suspensão. Wilson foi afastada do esporte devido ao uso de substâncias como a testosterona, hormônio masculino que tem como função o desenvolvimento e a manutenção da musculatura e das características sexuais secundárias dos homens.

Entretanto, não é só na elite esportiva que o problema ocorre. Ele é muito mais recorrente no meio amador, em que não há nenhum tipo de fiscalização ou controle. Qualquer um que frequente uma academia ou que pratique esporte sem o intuito de competir em alto nível pode ter acesso a substâncias desse tipo.

Sabe-se que os homens são os maiores usuários da testosterona e que seu uso descontrolado provoca vários efeitos adversos, como a esterelidade e a impotência, por exemplo. No entanto, é entre as mulheres que as consequências são mais preocupantes.

A ginecologista e obstetra Denise Gomes adverte que "a testosterona já é produzida no ovário e nas glândulas suprarrenais femininas em doses saudáveis. A aplicação não natural do hormônio implica em uma série de modificações corporais e comportamentais”.

Quais as reações do hormônio masculino na mulher?
Dentre as possíveis reações no corpo feminino estão: o engrossamento da voz, o crescimento de pêlos no rosto e mãos, o aparecimento da acne, crescimento do clitóris e outras alterações físicas. A ginecologista explica que o corpo não sofre somente com mudanças estéticas: "A substância está implicada com elevação do mau colesterol e redução do bom colesterol, elevação da pressão alta, prejuízo na metabolização hepática, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte súbita".

Tais reações dependem diretamente da quantidade de hormônio e seu tempo de utilização, mas podem ser revertidas. "Quanto maior a exposição à testosterona, mas difícil a reversão dos sintomas, porém, as reações físicas, como a elevação da pressão arterial e o desequilíbrio do perfil lipídico - dosagens de colesterol - são mais fáceis de se reverter, diferentemente dos efeitos psíquicos, que são mais difíceis", esclarece a médica.

O uso correto da testosterona
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprove o uso do hormônio para fins desportivos ou estéticos, ele pode ser recomendado em casos específicos, como na menopausa, em que a reposição da testosterona é útil para restabelecer a libido, combater a perda de massa muscular, retardar as alterações no organismo decorrentes da parada de funcionamento dos ovários, além de benefícios da vida sexual. Há recomendação também no tratamento de alguns cânceres e anemias severas. Em todos os casos deve haver o acompanhamento de especialistas da área.

Portanto, corredora, lembre-se: o uso da testosterona é perigoso e enganador. Sim. A substância aumenta o porte dos músculos, mas além de provocar os males descritos acima, ela não aumenta proporcionalmente o tamanho dos tendões de sustentação. Isso pode causar lesões ortopédicas, como entorses ou até mesmo a sua ruptura.



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segunda-feira, 19 de março de 2012

O CÉU É O LIMITE!

O céu é o limite


A evolução faz parte da corrida. Leia a coluna da psicóloga do esporte Daniela Chaves e entenda a necessidade do ser humano de buscar desafios

Foto: Divulgação/ Nike
* Por Daniela Lago Chaves Koerbel

Desde os seus primórdios o ser humano está em busca de um “algo mais”, algo que lhe dê prazer (mesmo que momentâneo), algo que supra suas necessidades básicas ou essenciais, algo que o motive a se auto-superar. Ou seja, para alguns homens e mulheres o clímax de suas vidas é atingido quando saem de sua zona de conforto e vão em busca de desafios. Mas que desafios são esses?

Bem, no que tange ao contexto esportivo ou, mais especificamente às corridas de rua, de aventura ou de montanha, pode-se dizer que o maior adversário do corredor é ele próprio. Isto é, seu maior adversário e, ao mesmo tempo, aliado, é sua mente e seu corpo. Tudo vai depender do que o motiva a correr e de como está seu treinamento psicológico e físico. 

Nos tempos atuais, as corridas de rua ganharam mais espaço e conquistaram mais adeptos. Elas possuem diversas modalidades, com distâncias variadas (5 km, 10 km, 21 km e 42 km são as mais comuns). O que quero dizer é que para ser um corredor basta que se tenha claramente o motivo pelo qual se optou por esta modalidade esportiva, como por exemplo, saber se sua motivação é pelo simples prazer de correr ou apenas pelos resultados (de vitória). A partir desta tomada de consciência é salutar “manter-se em forma” tanto o corpo quanto a mente. 

É válido ressaltar que, a corrida é um esporte que propicia e favorece a estabilidade emocional, na medida em que sua motivação geralmente se baseia no rendimento, na autodisciplina e na perseverança. Segundo Weinberg &Gould (1999), a motivação para o rendimento ou “achievement motivation” é o esforço de uma pessoa com o objetivo de solucionar uma tarefa exigente, adquirir excelência esportiva, superar obstáculos, procurar demonstrar uma melhor performance do que outras pessoas, e sentir-se orgulhoso ao mostrar seu talento.”.

Assim, muitos corredores buscam desafios maiores, ou seja, geralmente buscando a superação e aumentando, gradualmente, as distâncias a serem percorridas. Como exemplo podemos citar quem costuma correr 10 km e se auto-desafia a correr 21 km, ou até mesmo uma maratona. Esta pessoa está, na realidade, saindo de sua zona de conforto e indo além de seus próprios limites. 

É importante frisar que quem define o limite não é apenas o corpo e sim a mente. Ela irá te dizer se é possível ou não, na medida em que você acredita verdadeiramente que pode e que consegue: VOCÊ CONSEGUE!! É claro que é importante considerar que este atleta amador ou de elite já realize um fortalecimento muscular e um trabalho de condicionamento físico para seu desafio anterior.

O que é relevante considerar é que qualquer pessoa, desde que motivada para tal prática e com treinamento psicológico e físico adequado, pode encorajar-se e autodesafiar-se na buscar por “seu algo mais”. Afinal, somente o céu é o limite! 
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*Psicóloga do Esporte – CRP 08/10496
* Colunista da Revista O2 – www.O2porminuto.com.br
*Consultora do Projeto Bota Pra Correr- O2
*Colaboradora da Comissão de Psicologia do Esporte do Cons. Regional de Psicologia do PR
*Colaboradora do Laboratório de Psicofisiologia do Esporte e do Exercício-LAPPES/UFPR 
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Água é saúde


Os benefícios da água para o corpo, sobretudo para quem pratica esportes, vão muito além de matar a sede


* Por Priscila Spiandorello

A água é um bem precioso para a sobrevivência do planeta e, claro, para a nossa. Mas muitas vezes nos esquecemos dela, e só bebemos quando nossa boca “grita” de sede. Não somente no verão, mas no ano todo, devemos hidratar nosso corpo e beber água varias vezes ao dia, sem nos preocuparmos necessariamente com a quantidade ideal (pois ela é individual).

Sabe aquela sensação de cansaço, falta de ânimo e até mesmo a perda de memória de curto prazo? Pois saiba que isso pode ser falta de água. Água?! Isso mesmo. Ela é essencial para o transporte dos nutrientes até nossas células e sem ela nosso pensamento fica mais lento, nosso intestino não funciona bem, nossa pele fica com aspecto ressecado, sem vida, sem viço, sem brilho...

A desidratação também pode estar relacionada a alergias, pois um corpo bem hidratado protege o nosso sistema imunológico de intoxicações. Além disso, a falta de água também pode estar relacionada com dores generalizadas do corpo, pois quando estamos bem hidratados, as articulações e musculaturas deslizam mais facilmente, proporcionando inclusive melhor desempenho nas atividades físicas e na prática de esportes.

Essa é para as mulheres: sabem aquele inchaço? Ele também ocorre quando estamos desidratadas, porque quando a concentração de sódio aumenta, nosso corpo compensa com a retenção de liquido. Ingerir uma quantidade adequada de água auxilia ainda no controle do apetite, pois quando o corpo está mal-hidratado, a temperatura interna sobe, estimulando a região do cérebro responsável pela sensação de fome.

Com a idade...
A água é importante em todas as fases da nossa vida, mas, a medida que envelhecemos, nossa percepção de sede diminui e a quantidade de água corporal reduz de forma que a maioria das pessoas normalmente se apresentam um tanto desidratadas.Quando digo desidratadas, não significa que esteja no ponto máximo de desidratação, mas sim que há uma pequena falta de água no corpo - já suficiente para causar mal-estar.

O ideal é sempre consumir a água pura. E tome o cuidado de não tentar enganar a sede com bebidas açucaradas ou ricas em aditivos químicos. Para quem não curte muito a água pura em grandes quantidades, alternativas como água com folhas de hortelã ou chá de ervas sem adição de açúcar são boas pedidas.

Por fim, para ajudar o corpo na hidratação, podemos também consumir alimentos como frutas, sucos de frutas naturais, ou água de coco e isotônico natural. A natureza é sabia e só precisamos ouvi-la, respeitá-la e nos motivarmos a adotar hábitos mais saudáveis para nosso corpo. As mudanças são necessárias e sempre bem vindas!

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* Priscila Bongiovani Spiandorello
Pós -Graduada em Nutrição Clínica Funcional, desde 2004; Universidade Ibirapuera – Centro Valéria Paschoal de Ensino e Pesquisa
Graduada em Nutrição desde 1998 ; Universidade Bandeirante de São Paulo
Técnica em Nutrição e Dietética desde 1994; ETE Getúlio Vargas
Atua em Consultório Particular, na Clinica Carla Albuquerque e na Clínica Nutrição Inteligente.
Docente convidada dos cursos de Pós-Graduação em Nutrição Clínica Funcional da VP Consultoria Nutricional/UNICSUL.
Nutricionista da Equipe Técnica da Rede Personal Trainer http://redepersonaltrainer.com.br/

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dobradinha adiada

Dobradinha adiada


Márcio Villar torce o pé e é obrigado a desistir de sua segunda tentativa de fazer duas vezes o percurso da Arrowhead, ultramaratona de 217 km no gelo


Foto: arquivo pessoal
O ultramaratonista Márcio Villar pretendia no último fim de semana dobrar a distância da dura Arrowhead, prova de 217 km nas geleiras das divisa entre Estados Unidos e Canadá. Quando chegava perto da marca de 100 km da ida, porém, Villar torceu o pé e teve que desistir da empreitada, que somaria um total de 434 km.

“Tive um pequeno acidente durante a prova e por questão de sobrevivência tive que me arrastar por 30 km até o check in 2, na altura do quilômetro 120 km”, disse em sua página do Facebook. “Não tinha mais o que fazer. Com o pé inchado e torcido seria irresponsabilidade continuar na trilha sozinho por mais 314 km. Esse desafio é diferente de tudo”, completou Márcio.

Esta foi a segunda tentativa frustrada de Villar de completar o “double” na Arrowhead. A outra havia sido em 2011, quando teve que abandonar a pedido da organização, pela falta de apoio no trajeto, pela temperatura de 50º C negativos e por ferimentos em seus pés.

Só falta a Arrowhead
Márcio já dobrou a distância das outras duas corridas que fazem parte da Copa do Mundo de Ambientes Extremos. A primeira dobradinha foi em 2010, quando fez 434 km na Badwater, nos Estados Unidos. Realizada no deserto do vale da Morte, a prova é famosa pelo seu calor intenso – chega a marcar 50º C. A outra corrida que ele fez duas vezes o percurso foi a Brazil Ultra – conhecida por suas montanhas - que, assim como as outras, tem um trajeto de 217 km.