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domingo, 8 de janeiro de 2012

Treinamento funcional para melhorar sua corrida

Treinamento funcional para melhorar sua corrida


Saiba mais sobre os exercícios funcionais, que além de trabalharem diversos grupos musculares, melhoram a resistência do corpo e ajudam na prevenção de lesões

 Treinamento funcional para melhorar sua corrida
Por Fernanda Silva

O treinamento funcional consiste em uma série de exercícios físicos que têm como base os movimentos cotidianos de qualquer pessoa, seja ela atleta ou não. Além de melhorar todo o condicionamento físico, a atividade leva o praticante a realizar diversos movimentos – inclusive os da corrida - de maneira mais eficiente, pois trabalha a força, a resistência, a coordenação, a flexibilidade e o equilíbrio, respeitando sempre os objetivos e os limites de cada um. 

“Movimentos de puxar, agachar, levantar, erguer, empurrar, estender, flexionar alguma parte do corpo, utilizando a própria resistência dos membros e/ou com ajuda de resistências externas, com ou sem ponto fixo ou de equilíbrio, fazem parte do treinamento funcional”, explica o coordenador de Treinamento Funcional do Espaço MAXIMA, Leonardo Carlos Barbosa, diretor da Haka Race Corrida de Aventura. 

Por ser um trabalho individualizado, o treinamento pode ser praticado por qualquer pessoa, desde o sedentário até o idoso, basta procurar um profissional de educação física especializado nesta área. “No caso do sedentário, é ainda mais indicado, pois como ele não tem o hábito de movimentar-se tanto, de certa forma os exercícios básicos do dia-a-dia, como ir até a padaria à pé ou subir uma escada, podem se tornar cada vez mais difíceis”, completa Barbosa. Para os idosos também é uma boa pedida – desde que haja liberação médica, pois melhoram suas capacidades físicas e, com isso, elevam a qualidade de vida.

Aliado da corrida
Para os corredores, o treinamento funcional traz inúmeros benefícios, independente do nível do atleta e da distância a ser percorrida, já que atua na melhora do desempenho. “A economia de energia é um ponto importante, já que o treino para o corredor prioriza o equilíbrio entre as partes do corpo, o fortalecimento geral e específico, trabalho de propriocepção e equilíbrio dinâmico, pliometria etc., melhorando a performance geral”, explica o treinador do Core 360° - Treinamento Funcioanl, Allan de Menache, preparador físico do Instituto Marazul, em São Paulo.

Além disso, a prática destes exercícios funcionais ajuda o atleta a prevenir lesões, pois fortalece os músculos sinergistas, aqueles que dão suporte à ação e auxiliam o movimento. “Esse tipo de treinamento estimula vários músculos, pois trabalha com instabilidade no solo, ativando grupos musculares menores e mais profundos, dando ao praticante uma melhor sustentabilidade articular e muscular”, acrescenta Barbosa. O único cuidado é com relação aos dias de treino de cada modalidade, para que o treinamento funcional possa aprimorar a atividade principal: a corrida.

Benefícios
Melhora a mobilidade e a postura
Devido ao tipo de movimentos trabalhados, o treinamento ajuda a prevenir dores relacionadas com o estresse e cansaço no dia a dia, no trabalho e até nas práticas esportivas. 

Proporciona um corpo mais bonito e saudável
“Resultados estéticos positivos são consequência de um treinamento funcional, pois como trabalha o corpo como um todo durante a realização dos exercícios, focando os movimentos e não os músculos em si, o gasto calórico é muito alto”, revela Menache.

Aumenta a autoestima
As tarefas funcionam como um desafio para o praticante, ajudando-o a superar seus limites. O treinamento funcional resgata a capacidade do indivíduo em utilizar seu corpo da forma mais eficiente possível.

Melhora o condicionamento físico geral, aprimorando também outros esportes
Melhora a capacidade aeróbia, a coordenação motora, o equilíbrio, a força muscular e a resistência física. Por trabalhar várias partes do corpo, ajuda atletas a melhorarem seu desempenho em outras modalidades. 

Exemplos: 
Membros inferiores – corrida, futebol; 
Antebraço, ombro, costas – tênis; 
Equilíbrio, posteriores de coxa e peitoral – surf.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

SUPLEMENTOS E DIETA

Suplementos e dieta


Saiba se é possível aliar um programa alimentar para emagrecer à suplementação destinada a dar mais energia para a corrida


Dúvida enviada pelo leitor Antônio Ernesto, de Linhares - Espírito Santo

“Estou correndo quatro vezes por semana, de 8 a 16 km por treino, e em dieta para emagrecer, pois ainda estou um pouco acima do peso. Por isso, gostaria de saber qual suplemento posso utilizar para ganhar energia, mas sem engordar?”.

A nutricionista esportiva funcional de São Paulo, Priscila Di Ciero, responde: 

Isso depende muito do horário em que você faz seus treinamentos e quais refeições faz antes e depois da corrida. Muitas vezes, com dieta equilibrada para a perda de peso, a quantidade de carboidratos ingerida pode ser suficiente para dar energia pra correr e estimular a queima de gordura corporal. 

Uma análise com um nutricionista esportivo pode avaliar se há a possibilidade de associar um alimento termogênico, como a cafeína, aminoácidos, com efeito anti catabólico, como os BCAAs ou a própria glutamina. Mas somente um profissional pode fazer isso, em trabalho multidisciplinar com seu educador físico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sorria com a corrida

Sorria com a corrida


A saúde bucal influencia diretamente no rendimento do atleta. Saiba como cuidar melhor de seus dentes pode te fazer correr mais e melhor

Foto: Ricardo Moreno
Por Fernanda Silva

Você sabe que exagerar no treino, ir além dos seus limites e também se alimentar mal pode prejudicar sua corrida, não é mesmo? Mas você sabia que a saúde bucal também influencia no desempenho nas ruas? Pois é verdade! Os problemas bucais podem comprometer o corredor de diversas formas. Isso vai desde uma dor de dente que poderá desconcentrá-lo nos treinamentos ou no dia da prova, até a um problema mais sério, como uma infecção. Doenças infecciosas diminuem a imunidade e isso irá afetar os treinos e a baixar a resistência.

Além disso, existem os problemas de mordida e encaixe, que são muito relevantes na prática da corrida. “Estudos recentes mostram que problemas no encaixe entre os dentes superiores e inferiores (oclusão) podem influenciar no posicionamento da coluna, quadris e, por fim, nos detalhes da pisada, como a pressão que o atleta exerce nos dedos do pé contra o chão para se impulsionar para a frente”, revela o cirurgião dentista Alexandre Viana Frascino. Os problemas relacionados ao “apertamento” dentário durante à noite - conhecido como bruxismo, também influenciam na performance, pois podem diminuir a qualidade do sono e, consequentemente, o rendimento do atleta. 

Há também os problemas que acometem os próprios dentes e a gengiva e que, desta forma, exigem um cuidado ainda maior do atleta com sua saúde bucal. “Grande parte do volume de ar inspirado durante a atividade física passa pela boca. Isso aumenta o risco de cáries e também de doenças, como o ressecamento das mucosas e a perda dos efeitos protetores que a saliva proporciona ao esmalte dentário e tecidos de suporte dos dentes”, explica Frascino. Os atletas de provas mais longas devem prestar atenção ainda maior, já que, geralmente, tomam muitas bebidas esportivas durante a prática e isso pode acarretar problemas no esmalte dentário. “Uma solução prática seria ingerir um pouco de água após o uso da bebida esportiva e, ao término da corrida, realizar a higiene oral de forma mais completa”, indica.

Cuidados
Prevenção e planejamento são as grandes dicas quando o assunto é cuidado com a saúde bucal. Bons hábitos de higiene e consultas regulares ao dentista são as melhores formas de evitar doenças bucais e desconfortos que poderão prejudicar a preparação e o desempenho. Outro fator importante é com relação aos procedimentos odontológicos e o calendário do atleta. Para que nada fique para o último momento ou na semana da prova, é ideal planejar bem sua consulta ou tratamento, se necessário.

“Ao sinal de alguma dor ou incomodo é muito importante procurar um especialista e avisá-lo também sobre as atividades esportivas para que, caso seja necessário o uso de alguma medicação ou execução de algum procedimento, o atleta não seja comprometido ou até impossibilitado de participar”, finaliza o especialista. 

MATÉRIA DA REVISTA O2

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Maneiras de treinar


Frequência cardíaca, percepção de esforço ou distância percorrida? Conheça mais sobre cada um desses treinos e saiba qual é o melhor para você


Por Fernanda Silva

As maneiras mais comuns de controlar seu ritmo nos treinos e provas são: frequência cardíaca, distância ou velocidade atingida ou ainda pela sensação de esforço. Enquanto a primeira exige um monitor cardíaco comum, na segunda é necessário que o atleta tenha um aparelho com GPS ou, pelo menos, o controle – através de um cronômetro – do tempo que leva para percorrer pequenas distâncias, como num circuito. Na terceira opção, o corredor deve “ouvir” seu corpo, para saber se o ritmo está forte, moderado ou fraco. 

Sensação de esforço
Conseguir sentir o nível de cansaço e esforço feito no treino é algo que parece fácil, mas na verdade não é tão simples assim. Para medir o treinamento desta maneira é preciso ter um pouco mais de experiência no esporte, já que o corredor pode achar que ainda consegue correr num ritmo mais forte ou ir mais longe e acabar “quebrando” ou até se lesionar. Além disso, alguns detalhes podem atrapalhar a sensação. “Para controlar o treino desta forma, é importante que o atleta saiba de que maneira os fatores externos, como a alimentação, horas de sono, calor, entre outros, estão influenciado sua performance e no controle do treino”, indica Miguel Sarkis, diretor técnico da Miguel Sarkis Personal Trainer. 

Dica: este treino depende da experiência que o indivídui tem para pressentir a velocidade possível para determinados percursos e distâncias. Use-o principalmente em treinos leves, como regenerativos.

Frequência cardíaca
Controlar a intensidade da corrida pelos batimentos cardíacos é ideal desde que seja feito previamente os exames necessários para se praticar a atividade. “No caso da frequência cardíaca, ela só terá uma boa validade com um teste ergoespirométrico em dia, com um bom protocolo que forneça os limiares 1 e 2 com qualidade”, explica Diego Lopez, diretor técnico da Trilopez Assessoria Esportiva. Além do uso do um monitor em todos os treinos e provas, para poder ser feita uma comparação de desempenho e uma possível evolução na planilha. 

Dica: usar os relógios frequencímetros e monitores cardíacos é ideal para o iniciante ganhar conhecimento de seus limites e, depois, aliar a percepção de esforço e cansaço no controle das passadas. Todos os treinos são válidos nesta fórmula, desde que o atleta respeite sempre seu limite pré-determinado nos testes e pelo treinador.

Velocidade e distância
Um treino com medição de velocidade e distância é, obviamente, mais preciso. Nesta possibilidade, o corredor consegue seguir o volume de treinamento sem riscos de ir além do que foi planejado. Mas seguir uma planilha e as orientações de um especialista também é importante para quem se controla desta forma. Aqui, treinos como tiros e longos são melhores aproveitados. “Para os tiros, por exemplo, o nível de percepção de velocidade ou intensidade de corrida é muito favorável, pois alerta o atleta de como será seu treinamento no inicio, meio e final”, fala Sarkis.

Dica: qualquer treino pode ser feito com a medição de velocidade e/ou distância. Porém, os que optam por treinar desta forma devem estar sempre atentos aos limites de seu corpo. Quando decidir correr desta forma, respeite sempre sua sensação de cansaço – não ultrapasse seu limite – e, se possível, fique atento também aos seus batimentos cardíacos, caso já tenha feito os exames indicados.

Na hora da corrida, todo controle é bem-vindo. Unir monitoração da frequência cardíaca com a proporção de distância e velocidade atingidas e ainda ficar atento à sensação de cansaço é o ideal. Mantenha seus exames e testes em dia, além de procurar ajuda de um profissional. 


MATÉRIA DA REVISTA O2

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fuja do estresse fazendo Yoga

 Fuja do estresse fazendo Yoga

Identificamos com facilidade situações de estresse em nosso dia a dia,  embora a definição deestresse não nos seja clara. Sentimos que ele chega quando estamos diante da impossibilidade de nos adequar ao momento presente e surge a necessidade de decidir entre lutar ou fugir da situação.
A decisão tem que ser rápida e pessoal, além de intransferível.        
Milhões de pensamentos pipocam a mente numa fração de segundos, paralisando nosso corpo.
São segundos de ansiedade, medo, insegurança e outros sentimentos que nem havíamos ainda descoberto. O metabolismo fica como uma cidade diante do tsunami: um caos! O sistema nervoso entra em pane e os órgãos fragilizados não funcionam adequadamente, a distribuição de sangue e oxigênio fica comprometida, parece que todos os caminhos se tornam becos sem saída.
O caminho entre a decisão e a ação sempre foi muito longo, íngreme, minado e marcado por sabotagens de todos os tipos. Um verdadeiro campo de batalhas entre sentimentos, preconceitos, aprendizados, conquistas, frustrações, experiências e inexperiências.
Assim como acontece com o estresse o “zen” também não nos oferece uma definição clara e precisa. Sentimos. Apenas sentimos que estamos zens diante de uma situação e a revolução zen absorve nosso organismo e o prepara para o bom combate, minimizando ou mesmo evitando o impacto do estresse. Embora esta batalha nos pareça fruto  da agitada vida contemporânea, ela é tão antiga na historia da humanidade que há milhares de anos surgiu a hatha yoga, justamente com a proposta de  encurtar, aprimorar, harmonizar e manter zen todo o exercito de combatentes disponíveis dento de nós.
Para deixar tudo zen nesta revolução a hatha yoga dispõe de poderosas estratégias também zens (mesmo batendo de frente com o inimigo): nos asanas os movimentos harmoniosos garantem agilidade  e habilidade na ação; as manobras respiratórias dos pranayamas acabam por envolver e beneficiar todos os soldados e órgãos coligados, tornando-os menos vulneráveis aos açoites do colesterol, da triglicéride, hipertensão, diabete, etc.; e a poderosa aliança com ameditação  garante a concentração e a plena atenção no manuseio das rédeas que coordenam o trabalho em conjunto.
Combater o bom combate, usando estratégias zens depende apenas de momentos de dedicação ao conhecimento do corpo e suas reações diante das várias situações da vida. Agora é o tempo certo de olhar com verdade, sem sabotagens, a luz que você é e o arsenal que você tem.
Você é a pessoa certa para fazê-lo. Não deixe para depois.
Mais informações faça contato através do e-mail: espacoiriya@yahoo.com.br
MATÉRIA DO SITE WWW.MIDIASPORT.COM.BR

domingo, 11 de dezembro de 2011

Maratona da Antártica

Maratona da Antártica


Continente mais frio do planeta recebe 38 corredores para prova, que contou ainda com percursos de 21 km, 100 km e um especial de 100 milhas (160 km)


Esqueça as multidões de corredores das grandes maratonas e os cenários históricos ou paradisíacos. Na Maratona da Antártica, o pano de fundo é exclusivamente branco e o grupo de corredores não chega nem perto da marca centenária. Na última edição da prova, realizada no dia 7 de dezembro, 38 atletas largaram para a disputa, dos quais 32 encararam os 42 km (23 homens e nove mulheres), cinco disputaram a corrida de 100 km (entre eles, dois que também fizeram a maratona), dois a meia-maratona e um na corrida especial, de 100 milhas (cerca de 160 km).

O vencedor da maratona foi o francês Clement Thevent, com 3h47min07s. Ele, aliás, foi também o mais rápido dos 100 km, com 12h09min06s. Os norte-americanos Alvin Matthews, com 4h38min19s, e Matthew Von Ertfelda, com 4h52min58s, completaram o pódio dos 42 km. Entre as mulheres, vitória da britânica Yvone Brown, com 4h26min10s, que foi seguida pela irlandesa Emer Dooley (4h41min30s) e por sua compatriota Alison Hamlet (4h46min39s). Nas 100 milhas, o irlandês Richard Donovan completou com 24h35min0s e na meia-maratona, vitória do canadense Chad Bruce (2h30min32s).



MATÉRIA  DA REVISTA O2